domingo, 28 de outubro de 2012

Ranços e avanços

Tenho uma coluna no Blog Livros & Afins, onde divulguei o seguinte artigo: "Biblioteca escolar: ranços e avanços", de Cintia Barreto, Mestra em Literatura Brasileira pela UFRJ, professora da rede pública estadual (RJ) e da Universidade do Grande Rio.


Muitas das situações descritas pelo artigo já nos foram relatadas desde que começamos a trabalhar com bibliotecas comunitárias. São escolas que não disponibilizam bibliotecas ou salas de leitura aos alunos, porque elas são transformadas em cozinha, em escritório da diretora ou da coordenadora pedagógica. Em algumas escolas as bibliotecas viraram depósito. As crianças são chamadas para dentro da biblioteca quando se comportaram de maneira inadequada para levar sermões. Nesse artigo vários casos desse tipo são relatados, e muitos apontamentos para a solução desses problemas também são mostrados.

Façam a leitura desse artigo, pois ele é enriquecedor, e quebra muitos mitos em relação à bibliotecas escolares. Mesmo que a sua profissão não seja relacionada à educação, independente de morar em área urbana ou área rural, é importante que a leitura desse texto seja feita, e que os fatos aqui relatos sejam do seu conhecimento.

As pessoas em geral tem a tendência a acatar tudo o que acontece dentro das escolas públicas, mas precisamos aprender a cobrar os nossos direitos, o direito dos filhos, e dos estudantes. As situações descritas no artigo em relação às bibliotecas escolares não podem mais ser encaradas como "normais". Não é "normal" uma escola não ter biblioteca. Não é "normal" os alunos serem levados para dentro das bibliotecas para levarem sermões. Não é "normal" uma biblioteca estar fechada quando um aluno precisa fazer uma pesquisa. Não é normal uma biblioteca ser desmontada para a sala virar cozinha ou depósito. Isso é um retrocesso. Se isso é "normal" na sua cidade, está na hora de arregaçar as mangas e lutar pelo seu direito, e dos seus filhos.

Segue um trecho do artigo:

“No cotidiano escolar, percebemos a pouca (ou nenhuma) utilização da biblioteca como espaço educativo e informacional que promove leituras, análises, debates e encontros entre livros e indivíduos. A biblioteca, não raras vezes, é palco de punições. Basta um aluno atrapalhar a aula de um professor que logo é enviado, sem aviso prévio, à biblioteca ou à sala de leitura. Por isso, é de suma importância que repensemos o papel da biblioteca dentro da escola e sua significação. (…) Alguns professores exigem que os alunos que não estão em sala de aula sejam castigados na biblioteca. Essa postura contribui para fazer da biblioteca a grande vilã da escola.” 

[Leia o artigo na íntegra]

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